Encontro acontece na manhã desta terça-feira (15) e tem participação do psicólogo e psicanalista Ademir Venil. Ação é realizada em parceria entre ARDOCE, CRAS e Secretaria Municipal de Saúde, com foco nos usuários atendidos pelo equipamento socioassistencial.
A manhã desta terça-feira (15) está sendo marcada por um momento de informação, acolhimento e reflexão no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Alvarenga. Usuários atendidos pelo serviço participam de uma palestra relacionada ao Setembro Amarelo, campanha dedicada à conscientização sobre saúde mental e prevenção do suicídio.
A atividade conta com a participação de Ademir Venil, psicólogo e psicanalista, que conversa com o público sobre a importância do cuidado emocional, da escuta, das relações familiares e comunitárias e da busca por ajuda diante de situações de sofrimento.
A iniciativa é resultado de uma parceria entre a ARDOCE, o CRAS e a Secretaria Municipal de Saúde de Alvarenga, reunindo assistência social e saúde em torno de um assunto que exige atenção durante todo o ano.
Palestra aproxima informação de quem utiliza o CRAS
A programação foi direcionada especialmente aos usuários do CRAS de Alvarenga, permitindo que temas relacionados à saúde mental sejam discutidos em um espaço já conhecido pelas famílias acompanhadas pela rede socioassistencial.
A proposta também reforça a importância do diálogo e do acesso à informação.
Durante o Setembro Amarelo, campanhas em todo o país estimulam a discussão responsável sobre sofrimento emocional e prevenção do suicídio, valorizando a identificação de sinais de alerta, a construção de redes de apoio e a procura pelos serviços de saúde quando necessário.
Mais do que concentrar a atenção apenas durante setembro, a mensagem é de que saúde mental precisa ser cuidada durante todos os meses do ano.
Ademir Venil reúne experiência em diferentes áreas
Segundo informações da organização, Ademir Venil é psicólogo, psicanalista e especialista em Gestão de Políticas Públicas e Sociais.
O profissional possui experiência em diferentes espaços de atuação, entre eles psicologia clínica, Estratégia Saúde da Família, Proteção Social Especial, CRAS, sistema prisional, APAE e CAPS.
Essa trajetória permite abordar o tema da saúde mental a partir de diferentes realidades sociais e das experiências encontradas nos serviços públicos.
No encontro desta terça-feira, a intenção é aproximar o assunto do cotidiano das famílias, utilizando uma linguagem que favoreça a compreensão e a participação dos usuários.
Afinal, o que é o CRAS?
O CRAS — Centro de Referência de Assistência Social — é uma unidade pública que integra o Sistema Único de Assistência Social (SUAS).
De acordo com o Governo Federal, o equipamento organiza e oferece serviços da Proteção Social Básica e funciona, para muitas famílias, como o primeiro acesso à rede pública de assistência social. Entre seus objetivos estão a prevenção de situações de vulnerabilidade e risco social, o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários e a ampliação do acesso aos direitos de cidadania.
Em Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social também caracteriza o CRAS como a porta de entrada da Proteção Social Básica do SUAS e destaca sua função de atendimento às famílias e articulação dos serviços existentes no território.
Por isso, atividades educativas e de convivência realizadas no espaço podem complementar o acompanhamento social desenvolvido com os usuários.
Saúde e assistência social juntas
A realização da palestra em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde reforça um aspecto importante: determinados desafios enfrentados pelas famílias não pertencem exclusivamente a uma única política pública.
Questões emocionais podem se relacionar com problemas familiares, isolamento, dificuldades financeiras, conflitos, situações de vulnerabilidade e outras circunstâncias sociais.
Nesses casos, a aproximação entre saúde e assistência social contribui para orientar os usuários sobre onde buscar atendimento e quais serviços estão disponíveis.
O próprio funcionamento do CRAS prevê a articulação com outras políticas públicas e com a rede de serviços do território, fortalecendo o acompanhamento das famílias.
Setembro Amarelo incentiva conversa responsável
A proposta do Setembro Amarelo é trazer para o debate um assunto que durante muito tempo esteve cercado por silêncio, preconceito e desinformação.
Falar sobre saúde mental de maneira responsável não significa transformar qualquer tristeza em doença ou apresentar soluções simples para situações complexas.
O objetivo é justamente ampliar a compreensão sobre a importância de acolher, ouvir e procurar ajuda profissional quando o sofrimento se torna intenso ou persistente.
A campanha também busca mostrar que pedir ajuda não deve ser encarado como motivo de vergonha.
Informação adequada pode contribuir para que familiares e pessoas próximas saibam reconhecer quando alguém precisa de apoio e encontrem caminhos para acessar a rede de atendimento.
Usuários participam de momento de reflexão
Durante a palestra no CRAS, os participantes têm a oportunidade de ouvir orientações, refletir sobre o próprio cotidiano e compreender melhor a importância da rede de apoio.
Atividades como essa também ajudam a aproximar profissionais e usuários e a criar ambientes onde temas delicados podem ser tratados com respeito.
Para famílias acompanhadas pelo CRAS, o encontro representa ainda uma oportunidade de conhecer melhor a relação entre proteção social, saúde, convivência e cuidado emocional.
Parceria amplia alcance da campanha em Alvarenga
A atuação conjunta da ARDOCE, CRAS e Secretaria Municipal de Saúde amplia o alcance da iniciativa e leva a mensagem do Setembro Amarelo diretamente ao público atendido pela assistência social.
O trabalho integrado entre instituições e serviços públicos é especialmente importante quando o assunto envolve prevenção e cuidado.
Além da palestra, a iniciativa chama atenção para uma mensagem que permanece depois do término do encontro: ninguém precisa enfrentar momentos difíceis completamente sozinho, e a rede pública pode ser procurada sempre que houver necessidade de orientação ou atendimento.
Em casos de sofrimento emocional, a recomendação é procurar os serviços de saúde. Em situações de urgência ou emergência, o SAMU pode ser acionado pelo telefone 192.
Informação, acolhimento e prevenção
A atividade realizada nesta manhã no CRAS de Alvarenga transforma o Setembro Amarelo em uma oportunidade concreta de diálogo com a comunidade.
Ao reunir profissionais, usuários e diferentes setores da rede pública, o encontro reforça que cuidar da saúde mental envolve informação, acolhimento, escuta e acesso aos serviços adequados.
Mais do que uma campanha representada por uma cor ou concentrada em um único mês, a proposta é estimular uma cultura permanente de atenção às pessoas.
E é justamente nesse ponto que encontros como o realizado em Alvarenga ganham importância: abrir espaço para conversar pode ser o primeiro passo para reconhecer uma dificuldade e encontrar ajuda.












